Vamos falar de Freud e Gênero?

26/09/2016

Antes de tudo é preciso entender o que é Gênero ou Género: Refere-se à identidade adotada por uma pessoa de acordo com seus genitais, psicológico ou seu papel na sociedade. Ainda que gênero seja usado como sinônimo de sexo, nas ciências sociais e na psicologia refere-se às diferenças sociais, conhecidas nas ciências biológicas como papel de gênero. Pronto

Fisicamente para definir se uma pessoa é homem ou mulher, se leva em consideração seus órgãos sexuais. Mas, percebe que a essa definição é apenas uma visão externa de análise?

Negar a visão interna do indivíduo é renegar as ideias de Sigmund Freud (Pai da Psicanálise) e todas as Ciências Psicológicas.

No Livro "Os Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade", Freud cita três usos para os termos masculino e feminino:

1) O biológico, equivalente ao "sexo", que é o efeito no corpo das gônadas produtoras de espermatozoides e óvulos;

2) No sentido de ''atividade'' e ''passividade'', que é o mais utilizado por ele;

3) O ''sociológico'', que diz que seres humanos mesclam comportamentos masculinos e femininos.

Para Freud, a sexualidade não define o Ser como um todo, que dentro do físico homem ou mulher existe uma variação de Gênero.

Em 1903, quando a homossexualidade era tida como um problema médico, jurídico e opcional, em entrevista ao jornal vienense Die Zeit, Freud respondeu:

"A homossexualidade não é algo a ser tratado juridicamente ou nem tão pouco como opção. (...) Eu tenho a firme convicção que os homossexuais não devem ser tratados como doentes, pois uma tal orientação não é uma doença(...). Os homossexuais não são pessoas doentes ."(1903 apud Menahen, 2003, p. 14).

Graças a Freud e seus estudos, em 17 de maio de 1990 a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde.

Para você heterossexual que fala de opção, que pessoas do Grupo LGBT, são o que são por escolha, aí vai algumas perguntas.

REFLITA

Quando você escolheu ser Hétero?

Se a orientação sexual é uma opção, logo as pessoas escolhem gostar disso ou daquilo, querer isso ou aquilo. E quem é que tem esse poder: escolher do que vai ou não gostar, querer?

Se a orientação sexual é opção, logo há conflito entre alternativas. Senão não haveria opção alguma. Enfim, resumindo: mais uma peça para a coleção gigantesca de besteiras do senso comum."

Por: Guilherme Antonio

Recomendações para leitura e Referências:

Sigmund Freud - A Teoria da Sexualidade

Sigmund Freud - Os Três Ensaio Sobre a Teoria da Sexualidade

Sigmund Freud - O Eu e o Id

Sigmund Freud - Cinco Lições de Psicanálise

Guilherme Antonio de Souza Silva
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