Experiências é que me guiam pelos vazios do cotidiano.

24/11/2016
Arthur Schopenhauer
Arthur Schopenhauer

"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria."
- Khalil Gibran

A primeira vez que fiquei cara a cara com a Tristeza, lhe disse, com dom de lágrimas, "Vá embora" e gritei bravo sem nenhum pudor, "Não aguento viver com você". A Tristeza em voz esconsa, fria e severa, réplica, "Em sou o amor que há entre a vida e a morte". Logo após, lembrando a rapidez de um relâmpago, a Tristeza aparata.

Mas, depois de passar por várias hipotenusas em busca de uma resposta para compreender a incógnita da Tristeza, eu me acalento em um paradoxo humano de vida.

A Tristeza mostra ao homem, que a felicidade não é uma obrigação, mas um estado temporal de vida. A tristeza enquanto afeto toca no núcleo atemporal desta questão. A submissão ao presente e a impossibilidade de retornar a este presente. Não tocamos nem no passado, nem no futuro e ao mesmo tempo não podemos tocar nem mesmo no próprio presente.

Submetidos sempre à sensação de finitude, a experiência da dor aparece como caráter efêmero e passageiro da existência. Ficar triste neste viés é justamente se deparar com a dor de morrer e de morrer a conta gotas, a cada momento, a cada instante. Esse sentimento está sempre acompanhado do luto e da melancólia.

Pense, seu estado de existência humana e sentimental, lhe trás uma Tríade natural - Alegria/Felicidade/Tristeza.

Ficar Triste é natural, é humano, mas, permanecer nela é uma escolha individual de compreensão dos enigmas da vida.

Por: Guilherme Antonio

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Guilherme Antonio de Souza Silva
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